domingo, 7 de setembro de 2014

killing moon




Era fim de tarde e o pôr do sol entrava pelos poros,
Brilhava de dentro para fora o olhar
E meu coração era todo aquele mar tão azul bem na minha frente

As crianças riam, me olhavam tão amorosas e gratas
Olhávamos os três aquela paisagem que jamais nos deixará
E minha memória dançava com a música que me trouxe você de surpresa



De alguma dança antiga e suave conheci sua doçura e atenção
Olhar de menino, gíria de menino, vida de homem
Ouvindo a música na ilha, dançando com você na minha saudade,
Tinha vontade de estar no seu abraço quente, no seu perfume intenso

Tive vontade de me apaixonar como menina
Tive vontade de ser bailarina
Tive vontade de voltar a cantar horas e horas nas tardes quentes de qualquer final de semana

Fiquei com colar, incenso e uma mãe protetora que deverá me ensinar umas coisas importantes da floresta
Sabedoria
Intuição
Compaixão
Foi o que as deusas me falaram hoje

Fiquei também cheia de músicas
Umas novas outras não
Umas lindas que me deixaram mais nova
Umas que me deixaram bem menina mesmo, querendo abrir um espaço tempo para mergulhar na aldeia com você e ser bem sua

Mas que tempo seco esse. Que cidade áspera essa nossa paisagem.
Que as deusas me falam de crise também.
E seus pontos antes e entre palavras brecaram meu nome num caminho que não terminou.
Sinto mesmo a Lua apagando e nada posso fazer a não ser, como você, aceitar e acenar de longe.

Se passar aqui uma brisa doce, peço a ela que leve minha vontade de verdade de te ver bem feliz
De te ver dançando
De te ver .inteiro